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O
longo tempo decorrido desde a aprovação da proposta
original do Promata-MG, em 1988, obrigou a que, para início
das atividades do Projeto em Dezembro de 2003, se levasse
em conta as alterações ocorridas no cenário
ambiental / florestal da Mata Atlântica, bem como a
nova realidade institucional vivenciada pela SEMAD e pelo
IEF, onde se pode destacar:
(I)
uma situação administrativa absolutamente favorável
e envolvida com a execução do Programa, bem
como a melhora na integração das ações
entre SEMAD, IEF e IBAMA;
(II)
melhoria da perspectiva de arrecadação de recursos
para contrapartida destinada a regularização
fundiária e a outras ações nas UC’s,
seus entornos e áreas de conectividade, recursos estes
originados da compensação ambiental, para os
quais se estima um acréscimo de arrecadação
de R$ 10 milhões, no corrente exercício;
(III)
razoável nível de estruturação
das ações de monitoramento, controle, fiscalização
e combate aos incêndios florestais, por parte do IEF
e da SEMAD, mediante a implantação do SIAM –
Sistema Integrado de Informação Ambiental;
(IV)
ampliação da base de apoio a ações
descentralizadas de proteção ambiental / florestal,
a nível regional e municipal, com expressivo aumento
no número de ONG’s, CODEMAS – Conselhos
Municipais de Desenvolvimento Ambiental, Promotorias de Meio
Ambiente e de representações sociais e de agricultores
voltadas para a mesma finalidade;
(V)
o Projeto de Lei Federal nº 285/99, aprovada pela Câmara
dos Deputados, em 03/12, encontrando-se no momento, em fase
de ratificação pelo Senado Federal, que define
as intervenções possíveis na Mata Atlântica,
bem como a Lei Florestal Estadual nº 14.309/2002, alterada
pela Lei nº 15.027/2004 e seu Decreto regulamentador,
nº 43.710/2004, que também representam um marco
positivo na regulamentação da proteção
e uso sustentável dos recursos florestais; a legislação
estadual apresenta como principais avanços o estabelecimento
da “Servidão Florestal”, a flexibilização
da localização da Reserva Legal, a possibilidade
de exploração agropecuária em Áreas
de Preservação Permanente (APP’s) previamente
antropizadas, a criação da Reserva Particular
de Recuperação Ambiental, em áreas degradadas
e a utilização de várzeas para atividades
agrícolas, desde que estas já tenham sido exploradas;
(VI)
a ampliação em 66 servidores terceirizados nas
atividades administrativas e operacionais em 08 Unidades de
Conservação beneficiadas pelo Promata, sendo
02 destes funcionários adicionais lotados no Parque
de Nova Baden, 21 no Parque do Rio Doce, 09 no Parque do Itacolomi,
17 no Rola Moça, 05 no Brigadeiro, 07 no Ibitipoca,
01 no Papagaio e 04 na Estação Ecológica
do Tripuí.
O
largo espaço de tempo ocorrido desde 1998, entre a
concepção original do Projeto e o início
de suas atividades, obrigou ainda que fosse retomado o processo
de planejamento junto às diversas unidades executoras
do Promata dentro do IEF, tendo em vista que as ações
do Projeto são realizadas de forma descentralizada,
ao nível das 13 UC’s, de 05 Escritórios
Regionais e 17 Núcleos de Florestas e Biodiversidade
a estes submetidos.
Participam ainda, a Polícia Ambiental, 27 Frações
do Corpo de Bombeiros e 02 Escritórios locais do IBAMA.
A retomada do processo de planejamento se deu mediante 03
reuniões de trabalho com a participação
dos responsáveis pela implementação do
Promata ao nível da Sede do IEF, dos Escritórios
Regionais e das Unidades de Conservação (UC’s),
realizadas entre outubro e novembro de 2003 e culminou com
a realização de uma Oficina de Trabalho, ocorrida
entre 11 e 13 de janeiro passado, onde se procurou obter um
nivelamento geral quanto às estratégias, objetivos
e resultados previstos, tendo sido ainda discutido, em caráter
preliminar, o Plano Operativo para 2004.
Julga-se
oportuno registrar que o Promata dá seqüência
ao trabalho iniciado com o Pró-Florestas, Programa
financiado pelo Banco Mundial, entre 1989 e 1996, que aportou
ao Instituto recursos da ordem de US$ 17 milhões, propiciando
a estruturação administrativa e operacional
da Autarquia e a conseqüente melhoria do seu desempenho,
com destaque para:
(A)
a estruturação do sistema de monitoramento do
IEF, com a aquisição de equipamentos, treinamento
de 80 técnicos em geoprocessamento e sistema de informações
geográficas e a realização do primeiro
levantamento da cobertura vegetal do Estado (trabalho completado
em 1996, com base em imagens de satélite de 1994);
(B)
aperfeiçoamento dos mecanismos de controle e exploração
florestal, que resultaram na queda do desmatamento ilegal
e em uma expressiva melhoria da arrecadação
de recursos próprios;
(C)
melhoria da capacidade de fomento ao reflorestamento, com
a implantação de 60.000 hectares de florestas
para exploração / comercialização
e 10.000 hectares de florestas nativas para recomposição
de áreas degradadas em pequenas propriedades rurais;
(D)
a implantação das primeiras obras de defesa
e uso racional nos Parques Estaduais do Rio Doce, Ibitipoca,
Itacolomi e Jaíba, permitindo o exercício efetivo
da sua posse e uso;
Através
do Promata, pretende-se que o IEF possa dar um passo adiante
na sua capacidade operacional e institucional de contribuir
para a preservação e recuperação
da Mata Atlântica, em Minas Gerais.
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