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18/04/07
Convênio
com Prefeitura amplia atuação do Programa de
Fomento
Um
projeto desenvolvido pela prefeitura de Extrema, município
localizado no sul de Minas, em convênio com o Instituto
Estadual de Florestas (IEF), através do Projeto de
Proteção da Mata Atlântica (Promata-MG),
está conseguindo revitalizar o meio ambiente, recuperar
nascentes e melhorar a qualidade da água da bacia do
rio Jaguari. Tudo isso com o apoio de donos de propriedades
rurais.
Segundo
o secretário de Meio Ambiente de Extrema, Paulo Henrique
Pereira, o trabalho consiste na conservação
do solo, da cobertura vegetal e na criação de
reserva legal em 1,2 mil hectares distribuídos em 100
propriedades rurais. “Para isso, primeiramente, foi
elaborado um projeto de monitoramento das sub-bacias da cidade
para se ter, então, um diagnóstico local”,
afirma.
“Com base no diagnóstico, elegemos a sub-bacia
do ribeirão das Posses para trabalhar. Era a que estava
em pior condição de qualidade de água
e cobertura vegetal”, explica Paulo Henrique.
Foram determinados, também, critérios de saneamento
ambiental como coleta de lixo, esgoto e abastecimento de água.
“Criamos uma lei que estabeleceu metas para atingirmos
esses objetivos. É uma lei que nos permite dar apoio
financeiro ao proprietário rural” esclarece o
secretário.
Definidos critérios e metas, em fevereiro deste ano,
o projeto começou a ser executado. “Resolvemos
trabalhar da nascente para a foz. Numeramos todas as propriedades,
observando onde estava a nascente do rio, o tamanho e a dimensão
do curso d’água. No dia 26 de fevereiro começamos
a plantar as mudas e a cercar as nascentes, para evitar o
acesso do gado”, ressalta.
Ele diz, ainda, que foram firmados termos de compromisso com
os proprietários rurais. Todo dia 30 de cada mês
as propriedades serão fiscalizadas e, para incentivar
o dono do imóvel a manter as benfeitorias, é
efetuado o pagamento de R$ 152 por hectare por ano. “A
previsão é de terminarmos os trabalhos nessa
sub-bacia em março de 2008 para, aí, partirmos
para a sub-bacia do Salto”, afirma Paulo Henrique.
Segundo ele, alguns resultados já podem ser observados.
“Percebemos melhora na qualidade da água bem
como na conservação do solo. Já a cobertura
vegetal depende do tempo de crescimento da muda”, explica.
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